Tipos de cultura organizacional das empresas: Geert Hofstede

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Vários métodos têm sido utilizados para classificar cultura organizacional. Enquanto não há um único “tipo”, sistemas variam conforme as empresas, semelhanças existem e alguns pesquisadores desenvolveram modelos para descrever diferentes indicadores de culturas organizacionais.

Trabalhos de pesquisador holandês influente nas áreas de estudos organizacionais da cultura organizacional, das economias culturais e gestão, têm pontos importantes para explicar como funcionam os costumes para se comportar em empresas.

Teoria de Geert Hofstede

Hofstede sugere a necessidade de mudança de “programas mentais” com as modificações de comportamento variando em valores. No entanto, ele mesmo disse que certos grupos, como osjudeus, os ciganos e os bascosmantiveram a identidade através dos séculos sem alterar.

Hofstede demonstrou que existem grupos culturais nacionais e regionais que afetam o comportamento das organizações e identificou quatro dimensões:

  1. Distância do poder – Diferentes sociedades encontram soluções distintas para a desigualdade social. Embora invisíveis, dentro das organizações a falta de igualdade nas “relações patrão-subordinados” são funcionais e de acordo com Hofstede reflete a maneira como a desigualdade é tratada na sociedade.
  2. Aversão à incerteza está a lidar com a incerteza sobre o futuro. Lida com a sociedade, tecnologia, direito e religião. De acordo com Hofstede as organizações se relacionam com a tecnologia, leis e rituais de duas maneiras – racionais e não racionais. Hofstede lista como rituais os memorandos e relatórios, algumas partes do sistema de contabilidade, grande parte do planejamento, controle e à nomeação de peritos.
  3. Individualismo versus coletivismo: Desarmonia de juros sobre os objetivos pessoais e coletivos (Parsons e Shils: 1951). Hofstede traz o que as expectativas da sociedade de individualismo refletem pelo empregado dentro da organização. Hofstede diz que a economia de mercado capitalista fomenta o individualismo e a competição. Pesquisa indica que alguns povos e culturas podem ter tanto alta de individualismo como coletivismo.
  4. Masculinidade versus feminilidade: Desigualdade predominante do sexo masculino ou feminino, em termos de valores culturais, dos papéis de gênero e relações de poder.

Ele ainda afirma que a dimensão de orientação ao longo prazo pode ser interpretada a lidar comobusca da sociedade por virtude. Povos com orientação de curto prazo em geral têm forte preocupação com o estabelecimento da verdade absoluta.

Busca da verdade

“Verdades” são normas do pensamento. Eles apresentam grande respeito pelas tradições, uma parte pequena na propensão a poupar para o futuro e um foco na obtenção de resultados rápidos. Nas sociedades com orientação ao longo prazo as pessoas acreditam que a verdade depende da situação, do contexto e de tempo.

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Quer motivar sua equipe? – Pare de tentar!

Certo dia, buscando ideias para escrever algo de interessante, me deparei com um artigo cujo o título sugeria que o segredo para motivar sua equipe era parar de tentar gerar motivação. Uma abordagem bem interessante, já que, estamos acostumados a ler  artigos que nos mostram alguns passos para fazer isso, ou aquilo.
Neste texto Samad Aidane, nos relata como resolver o problema de manter uma equipe motivada focando nas ações para evitar o que ele chama de “Assassinos de Motivação”.

Então, observando o quão interessante seria esta nova abordagem resolvi compartilha-la com vocês, amigos leitores.

A todos boa leitura! (Hallyson Lima)

Um gerente de projeto perguntou: Constantemente me pego procurando maneiras de melhorar o trabalho em equipe e preciso de algumas ideias sobre como motivar a minha equipe de projeto e também sobre como comemorar o sucesso do projeto?

Aqui está o meu conselho para este gerente de projeto:

As pessoas não precisam ser motivadas. Então, você pode parar de tentar.

No que você precisa se concentrar em vez disso são os “assassinos de motivação”. Entenda o processo criativo de seu tipo de projeto e extermine todos os desmotivadores dele.

Qual é o processo criativo? Como é que uma equipe em seu mercado se reúne para colaborar para definir um problema, avaliar soluções, escolher a mais apropriada, ou melhor, projetá-la, desenvolvê-la e implantá-la? Você precisa dominar este processo, porque é aí que reside a fonte de desmotivação para sua equipe.

Se for um projeto de TI, por exemplo, e sua equipe tem a tarefa de criar um sistema de software, então o processo criativo são os passos que a equipe precisa seguir para a criação do software? Que tipo de papéis e responsabilidades são necessários em uma equipe para que ela seja eficaz? E o que geralmente retarda ou bloqueia o progresso para esse processo?

Como gerente de projeto, você precisa ter intimidade com esse processo. Você não precisa ter as habilidades técnicas para realmente fazer o trabalho, mas você precisa ter sido um colaborador individual em uma série de projetos semelhantes ao que você está gerenciando. Dessa forma, você melhor do que ninguém em seu projeto compreende em um nível mais profundo, os prós e contras e as porcas e parafusos do processo criativo.

Você precisa desse conhecimento para que você saiba quando o processo criativo está quebrado. Isso, porque na maioria das vezes quando você consertar o que está quebrado com o processo criativo, todo o resto cuida de si mesmo. E o que quebra o processo criativo são os assassinos de motivação.

Então, quais são esses “Assassinos de Motivação”?

Primeiro, para provar a você que você não precisa motivar ninguém, aqui está uma pergunta para você: você precisa de alguém para motivá-lo? O que realmente o motiva?

Se você realmente olhar mais a fundo, você vai descobrir que você realmente não deriva a sua motivação de uma pessoa. Você está provavelmente motivado por suas próprias unidades intrínsecas e a unidade principal é a necessidade de estar a serviço de algo e causar um impacto, ou pelo menos fazer a diferença. O que mata a sua motivação? Esta é das questões mais importantes. Provavelmente, a falta de respeito pelo seu trabalho, à sua inteligência, ou às suas contribuições. Quando você sente que não é ouvido e que a sua opinião não importa, ou você se sente desconectado de sua equipe, ou quando você é tratado injustamente. Provavelmente porque você não sente que recebeu os recursos ou, mais importante, a liberdade criativa para fazer a sua magia. Concentre-se no que desmotiva as pessoas em seu projeto e que está bloqueando o processo criativo e liberdade criativa, e o resto cuidará de si mesmo. Não há realmente nenhuma fórmula secreta ou molho especial.

A gestão eficaz do projeto trata de alcançar e manter o delicado equilíbrio entre o “rigor de gestão” e “liberdade criativa”, ou seja, dinheiro e magia. Concentre-se em um sem o outro por sua própria conta e risco.

Quanto à forma de comemorar o sucesso, comida de graça (pizza, ou o que for equivalente a sua cultura) funciona o tempo todo.

Autor: Samad Aidane

Como Gerenciar sua Equipe

negatividade pode ser um dos maiores problemas nos ambientes profissionais. É como se você trabalhasse no alto de uma montanha, com ar rarefeito. Tudo parece mais cansativo. As pessoas ficam “pesadas”, reclamam pelas costas, fofocam, segregam-se e prejudicam umas às outras. Embora parte desse fenômeno seja tradicional nos agrupamentos humanos, ainda pode ser combatido.

Essa é a vantagem de trabalhar num ambiente como o meu, no qual todos tentamos ficar alertas para treinar nossas mentes e perceber como funcionam nossas negatividades. Na verdade, nossas tarefas cotidianas são como que estratégias para atingir esse objetivo.

Assim, ao longo de minha convivência de 7 meses aqui e de algumas leituras em diversas outras áreas, cheguei a 17 sugestões para lidar com a negatividade no trabalho. Todas, obviamente, foram devidamente adaptadas para pessoas que estão fora de monastérios.

1. Vá direto ao ponto: satisfaça seu cliente, não somente seu ego. Isso vai tomar menos do seu tempo. Não se identifique tanto com o trabalho a ponto de encarar toda concessão como um ataque pessoal. Faça outras coisas, tenha atividades paralelas.

2. Não tenha medo das mudanças durante os processos. Planeje-se para ser flexível.

3. Dependendo da natureza do seu trabalho, entregue partes funcionais dele regularmente. Assim você vai poder corrigir erros no início do processo, antes de ele ter se tornado complexo demais.

4. Aproxime-se de colegas que trabalham em outras áreas. Exemplo: se você é designer para internet, é útil saber como pensam os programadores e o que eles esperam de você.

5. Dê suporte para sua equipe. Isso nem sempre quer dizer comprar computadores e aumentar salários. Às vezes, simplesmente estar presente e ouvi-los já é o suficiente.

6. Vai levar mais de 2 e-mails para resolver um assunto? Use o telefone.

7. Evite horas extras e longas jornadas de trabalho. O descanso faz parte da produtividade. Pressão geralmente só leva a ter que refazer as tarefas.

8. Simplifique tudo o que puder.

9. Melhore o visual, cuide dos detalhes. Crie uma experiência divertida e interessante de ser integrante da sua equipe.

10. Agende cursos e horários para reciclagem técnica. Não como eventos paralelos e ocasionais, mas como parte do trabalho. Novas habilidades podem significar muita economia de tempo e recursos.

11. Combata a reclamação inútil. Em si mesmo e nos outros, gentilmente cortando fofocas ou implicâncias menores. Elas podem destruir ambientes de trabalho.

12. Valorize o esforço, mas combata o exibicionismo. As tentativas de “mostrar-se eficiente”, de querer “aparecer” demais, geralmente levam à falsidade e à competitividade suja. Isso desmotiva os colegas, cria um ambiente de desconfiança e tem um custo alto para sua empresa.

13. Sempre que possível, deixe as equipes se auto-organizarem. Valorize os resultados que indiquem que elas conseguiram pensar por si mesmas e assumir responsabilidades.

14. Agende reuniões de avaliação frequentes. Não espaços para choradeiras e exibicionismo. Mas encontros curtos, no qual todos respondem perguntas como “o que você está fazendo? o que queriaparar de fazer? Por quê? O que gostaria de começar a fazer a partir de agora? O que gostaria decontinuar a fazer?”

15. Defina horários para que seus funcionários trabalhem em projetos pessoais que agreguem valor para a empresa.

16. Ajude a criar um ambiente de colaboração, publicando tutoriais na internet, oferecendo serviços públicos etc. Ou pelo menos campanhas de melhor uso dos recursos ambientais. Não seja um empresário leecher (sanguessuga).

17. Não espere que as pessoas sejam lineares. Por vezes, simplesmente acordamos em crise. E não temos a mínima ideia do motivo. Nem sempre há uma explicação racional. E nem sempre precisamos de uma. Acontece com todos nós. O melhor jeito de lidar com isso é desenvolver paciência, sinceridade, comunicação clara e um certo senso de comunidade. Amanhã pode ser o seu dia ruim.

Por (Eduardo Fernandes)