Como Gerenciar sua Equipe

negatividade pode ser um dos maiores problemas nos ambientes profissionais. É como se você trabalhasse no alto de uma montanha, com ar rarefeito. Tudo parece mais cansativo. As pessoas ficam “pesadas”, reclamam pelas costas, fofocam, segregam-se e prejudicam umas às outras. Embora parte desse fenômeno seja tradicional nos agrupamentos humanos, ainda pode ser combatido.

Essa é a vantagem de trabalhar num ambiente como o meu, no qual todos tentamos ficar alertas para treinar nossas mentes e perceber como funcionam nossas negatividades. Na verdade, nossas tarefas cotidianas são como que estratégias para atingir esse objetivo.

Assim, ao longo de minha convivência de 7 meses aqui e de algumas leituras em diversas outras áreas, cheguei a 17 sugestões para lidar com a negatividade no trabalho. Todas, obviamente, foram devidamente adaptadas para pessoas que estão fora de monastérios.

1. Vá direto ao ponto: satisfaça seu cliente, não somente seu ego. Isso vai tomar menos do seu tempo. Não se identifique tanto com o trabalho a ponto de encarar toda concessão como um ataque pessoal. Faça outras coisas, tenha atividades paralelas.

2. Não tenha medo das mudanças durante os processos. Planeje-se para ser flexível.

3. Dependendo da natureza do seu trabalho, entregue partes funcionais dele regularmente. Assim você vai poder corrigir erros no início do processo, antes de ele ter se tornado complexo demais.

4. Aproxime-se de colegas que trabalham em outras áreas. Exemplo: se você é designer para internet, é útil saber como pensam os programadores e o que eles esperam de você.

5. Dê suporte para sua equipe. Isso nem sempre quer dizer comprar computadores e aumentar salários. Às vezes, simplesmente estar presente e ouvi-los já é o suficiente.

6. Vai levar mais de 2 e-mails para resolver um assunto? Use o telefone.

7. Evite horas extras e longas jornadas de trabalho. O descanso faz parte da produtividade. Pressão geralmente só leva a ter que refazer as tarefas.

8. Simplifique tudo o que puder.

9. Melhore o visual, cuide dos detalhes. Crie uma experiência divertida e interessante de ser integrante da sua equipe.

10. Agende cursos e horários para reciclagem técnica. Não como eventos paralelos e ocasionais, mas como parte do trabalho. Novas habilidades podem significar muita economia de tempo e recursos.

11. Combata a reclamação inútil. Em si mesmo e nos outros, gentilmente cortando fofocas ou implicâncias menores. Elas podem destruir ambientes de trabalho.

12. Valorize o esforço, mas combata o exibicionismo. As tentativas de “mostrar-se eficiente”, de querer “aparecer” demais, geralmente levam à falsidade e à competitividade suja. Isso desmotiva os colegas, cria um ambiente de desconfiança e tem um custo alto para sua empresa.

13. Sempre que possível, deixe as equipes se auto-organizarem. Valorize os resultados que indiquem que elas conseguiram pensar por si mesmas e assumir responsabilidades.

14. Agende reuniões de avaliação frequentes. Não espaços para choradeiras e exibicionismo. Mas encontros curtos, no qual todos respondem perguntas como “o que você está fazendo? o que queriaparar de fazer? Por quê? O que gostaria de começar a fazer a partir de agora? O que gostaria decontinuar a fazer?”

15. Defina horários para que seus funcionários trabalhem em projetos pessoais que agreguem valor para a empresa.

16. Ajude a criar um ambiente de colaboração, publicando tutoriais na internet, oferecendo serviços públicos etc. Ou pelo menos campanhas de melhor uso dos recursos ambientais. Não seja um empresário leecher (sanguessuga).

17. Não espere que as pessoas sejam lineares. Por vezes, simplesmente acordamos em crise. E não temos a mínima ideia do motivo. Nem sempre há uma explicação racional. E nem sempre precisamos de uma. Acontece com todos nós. O melhor jeito de lidar com isso é desenvolver paciência, sinceridade, comunicação clara e um certo senso de comunidade. Amanhã pode ser o seu dia ruim.

Por (Eduardo Fernandes)

O que as marcas fazem além da televisão

grandes-marcas-do-mundo

A exposição de marca na televisão sempre foi a principal razão do patrocínio esportivo no Brasil. A empresa, em vez de pagar a uma emissora para veicular uma propaganda, paga a um clube para que ele carregue seu logotipo. É uma realidade que dificilmente vai mudar. Mas as maneiras como uma companhia interage com o público tendem a se diversificar.

Há no mercado brasileiro uma agência de marketing esportivo chamada TTK, especializada no que chama de “brand play”. O intuito é colocar a marca para jogar. Uma companhia já faz seus patrocínios, coloca seu logotipo em camisas e placas em torno de um campo de futebol, por exemplo, mas decide fazer alguma ação mais direcionada a determinado público para ter um vínculo mais forte e duradouro com ele. Vamos aos exemplos.

A TTK é a organizadora de um torneio de futebol intercolegial infanto-juvenil chamado FutCup, criado em 2003 por professores de seis colégios de São Paulo. A agência assumiu a responsabilidade de realizá-lo em 2004 e, desde então, atraiu patrocinadores como Adidas, Centauro, Visa e Banco do Brasil.

A Visa, do outro lado, criou um cartão pré-pago voltado para crianças e adolescentes. Um cartão-mesada, com layouts divertidos e mais controle sobre os gastos. “No evento, a molecada usa esse cartão. O craque do jogo ganha um cartão carregado com X reais, uma amostra grátis, e os pais entendem como funciona o produto”, explica Gustavo Resende, sócio da TTK.

A Adidas trabalha de outro modo. Os garotos que disputam a FutCup têm a oportunidade de fazer um test-drive de chuteiras que a fabricante de materiais esportivos lança. “Quando a Adidas lança um produto, ela usa todos os canais para a molecada saber que a chuteira do Messi é roxa: televisão, vitrine, internet. Então ele já a viu em algum lugar, mas nunca a experimentou. Nosso negócio é corpo a corpo, um complemento”, acrescenta.

Uma ação como uma dessas, obviamente, não substitui a exposição de marca na televisão, algo que limita o dinheiro gasto em “brand play”. Mas é um nicho do mercado que está em expansão. O faturamento da TTK em 2012, até o fim de novembro, estava em R$ 8,8 milhões, com expectativa de fechar o ano com R$ 9 milhões. “Nossos projetos são menores, porque a abrangência é menor”, conta o executivo. “Não se compara com televisão, mas o tiro é certeiro”.

POR RODRIGO CAPELO | em ÉPOCA NEGÓCIOS